Adenomiose: em quais casos o tratamento cirúrgico é necessário?

A adenomiose é uma condição ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial — que normalmente reveste o interior do útero — infiltrado na musculatura uterina (miométrio). Essa invasão causa inflamação, aumento do volume uterino e sintomas que variam de leves a intensos.
Quando a adenomiose exige mais atenção
- Sangramento menstrual intenso e prolongado;
- Cólica menstrual forte e resistente a analgésicos;
- Dor pélvica crônica;
- Inchaço e sensação de peso abdominal;
- Dificuldade para engravidar.
Esses sintomas podem ser controlados com medicamentos hormonais, anti-inflamatórios e tratamentos minimamente invasivos. No entanto, quando a resposta clínica é insatisfatória e o impacto na qualidade de vida é significativo, a cirurgia passa a ser considerada.
Opções de tratamento cirúrgico
A escolha da técnica depende da idade da paciente, desejo reprodutivo e extensão da doença.
1. Cirurgia conservadora (adenomiomectomia)
Indicada para pacientes que ainda desejam engravidar. O procedimento remove seletivamente as áreas afetadas, preservando o útero. É uma alternativa em casos localizados, quando há dor intensa ou falha no tratamento clínico.
2. Histerectomia
A retirada completa do útero é indicada para casos de adenomiose difusa, com sintomas graves e refratários a outras abordagens. Geralmente, é recomendada quando a paciente já não deseja engravidar e busca uma solução definitiva para sangramentos e dor intensa.
A histerectomia por via laparoscópica ou robótica tem se mostrado uma opção segura e com recuperação mais rápida, além de menor risco de complicações e cicatrizes discretas.
Quando considerar a cirurgia?
O tratamento cirúrgico é avaliado quando há:
- Dor pélvica intensa e persistente;
- Sangramento uterino anormal sem melhora com medicamentos;
- Anemia recorrente devido ao fluxo menstrual;
- Comprometimento importante da qualidade de vida;
- Adenomiose difusa diagnosticada por exames de imagem.
A importância do diagnóstico preciso
A decisão pelo tratamento cirúrgico deve sempre ser precedida de uma avaliação criteriosa. Exames como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética ajudam a determinar a profundidade e a extensão da adenomiose, orientando a conduta mais adequada. O acompanhamento individualizado com o ginecologista é essencial para definir o melhor momento de intervir e escolher a técnica mais segura — priorizando sempre o bem-estar e, quando possível, a preservação da fertilidade.
Cada caso é único. Converse com seu médico sobre as opções de tratamento e decida com segurança o que é melhor para o seu corpo e sua qualidade de vida.

