QUANDO O ULTRASSOM NÃO RESPONDE TODAS AS PERGUNTAS NA GINECOLOGIA?
O ultrassom costuma ser o primeiro exame de imagem pedido diante de uma queixa ginecológica, e o mais acessível também.
Ele mostra muita coisa, como o tamanho do útero, a presença de miomas, cistos nos ovários e a espessura do endométrio. Ainda existem perguntas, porém, que essa imagem sozinha não resolve.
O QUE O ULTRASSOM CONSEGUE MOSTRAR BEM
Alterações anatômicas maiores, como miomas visíveis, cistos ovarianos, pólipos endometriais e mudanças na espessura do endométrio, aparecem com boa definição no exame.
O QUE PODE PASSAR DESPERCEBIDO
Algumas condições exigem mais do que a imagem do ultrassom para ficarem claras:
– Aderências e pequenas lesões de endometriose
– Alterações internas da cavidade uterina, como sinéquias
– Pólipos muito pequenos
– Causas inflamatórias ou infecciosas da dor pélvica
O ultrassom continua sendo importante nessas situações, mas funciona como ponto de partida, não como resposta final.
QUANDO OUTROS EXAMES ENTRAM NO CAMINHO
Exames laboratoriais direcionados são necessários para uma avaliação mais ampla.
A histeroscopia, procedimento que observa o interior do útero com uma câmera fina, esclarece dúvidas sobre pólipos, miomas submucosos e alterações da cavidade que o ultrassom só sugere.
A ressonância magnética entra quando a suspeita envolve endometriose profunda ou adenomiose, e a videolaparoscopia, quando é preciso tratar lesões de endometriose na pelve ou quando a retirada do útero, ou das trompas e ovários.
A INVESTIGAÇÃO SEGUE POR ETAPAS
Um exame normal não encerra sempre a investigação, principalmente quando os sintomas continuam.
Sintomas persistentes, mesmo com exames de imagem normais, continuam sendo motivo válido para aprofundar a investigação com o ginecologista.

